Mineração · Colúmbia Britânica, Canadá

JD: testes de ouro mostram recuperação e limites

Ensaios gravimétricos com lixiviação a 150 µm obtiveram 98,8–99,1% no Creek e 89,7–95,0% no Finn. São amostras selecionadas, não taxas demonstradas numa mina.

Testemunho de sondagem em caixa, com texturas claras e escuras e marcações verdes.
Foto de contexto do USGS, publicada aproximadamente em 2017. Não mostra amostras do projeto JD nem os ensaios metalúrgicos anunciados.
USGS / Michael Zientek · Public Domain

A Sun Summit Minerals divulgou em 19 de outubro de 2026 resultados metalúrgicos do projeto JD, no distrito de Toodoggone, Colúmbia Britânica, Canadá. O anúncio trata da resposta de amostras a rotas de processamento convencionais, incluindo gravimetria, flotação e cianetação. Os resultados ajudam a orientar estudos posteriores; não são uma declaração de operação comercial ou de recuperação garantida para todo o depósito.

A tabela 11 do relatório da Blue Coast Research, datado de 9 de outubro, detalha a rota gravimetria seguida de lixiviação. Na moagem de 150 µm, os dois compósitos Creek registraram recuperação de ouro de 98,8% e 99,1%; os compósitos Finn, 95,0% e 89,7%. A comparação exige preservar a rota e a granulometria: percentuais de ensaios diferentes não são intercambiáveis.

Segundo a empresa, o material veio de rejeitos de análise da sondagem de 2025. Foram selecionados seis furos, três de cada zona, dentre quinze disponíveis. A seleção considerou teores de ouro e prata, sem uma avaliação litológica abrangente. Não havia estimativa de recursos minerais na seleção; os compósitos são descritos como indicativos, não como demonstração de representatividade de todo o depósito.

O relatório identifica pirita, calcopirita e esfalerita como sulfetos principais, com galena subordinada, além de quartzo, feldspato, clorita e mica. Os testes indicam ouro livre grosso e recomendam uma etapa gravimétrica em trabalhos futuros. Essa associação entre mineralogia e resposta de processamento é o ponto geocientífico: conhecer o teor não substitui testar como o material se comporta.

A Blue Coast Research ressalva que não pode assegurar a representatividade das amostras fornecidas. Recomenda testes adicionais de flotação e cianetação em mais amostras, além de avaliação ampliada do ouro recuperável por gravimetria para modelar um cenário de planta. Portanto, os números descrevem o programa inicial e suas condições; ainda não demonstram desempenho industrial nem viabilidade econômica.

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